12.13.2007

Rigoletto





Perece-me bem falar de ópera, embora para dizer mal ou como se costuma dizer em meios mais populares, fazer queixinhas.

Por estes dias estreou no São Carlos o Rigoletto de Verdi. Esta foi a primeira obra a estrear sob a nova direcção (direção, com acordo ortográfico, porque letras a mais so acrescentam tinta de impressora) escolhida pelo Ministério da Cultura após o despedimento, de forma reles e baixa, do antigo responsavel, que segundo os entendidos fazia um trabalho, se não bom, pelo menos meritório. Ora, segundo o que pude avaliar através das impressões deixadas um pouco por toda a blogosfera, conseguiram assassinar o Verdi e transformar o Rigoletto num filme de terror, com uma encenação deplorável e uma orquestra dirigida de forma medíocre.

A pergunta que fica é esta: até quando vão os governos nomear funcionários por amizade e passar a fazê-lo pela qualidade? É que o dinheiro dos contribuintes não estica, é cada vez menos e financia uma crescente incompetência e ignorância laboral.

Dito isto, para quem apreciar uma crítica construtiva de quem marcou presença:
Portugal dos pequeninos
Crítico Musical

Etiquetas: ,